Mas o que acontece quando os estudantes deixam de apenas acompanhar as decisões sobre a educação e passam a participar ativamente delas?
Ao longo da história, a juventude tem demonstrado um interesse crescente em questões que impactam diretamente seu cotidiano, como a educação, as políticas públicas e as transformações sociais. Mais do que acompanhar essas mudanças de forma passiva, jovens de diferentes gerações têm encontrado maneiras de se organizar, levantar questionamentos e participar ativamente da construção de uma sociedade que também lhes pertence.
Um exemplo recente dessa mobilização está acontecendo na França. Desde setembro de 2026, estudantes de diferentes regiões do país têm participado de manifestações que reivindicam melhores condições para a educação pública. O movimento começou em uma escola de Créteil, nos arredores de Paris, em apoio a professores que protestavam contra a falta de profissionais e recursos nas instituições de ensino.
Com o passar dos dias, as manifestações ganharam proporções nacionais, reunindo estudantes, professores e familiares. Entre as principais reivindicações estão a contratação de mais profissionais, a melhoria da estrutura das escolas e a ampliação das oportunidades de acesso ao ensino superior. Os estudantes também questionam as condições de aprendizagem e cobram respostas do governo francês.
No Brasil, a juventude também marcou presença nas ruas em outubro de 2026. Estudantes secundaristas e universitários participaram de manifestações em diferentes estados, convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Os atos reuniram pautas como a defesa da democracia, da educação pública, dos direitos sociais e o posicionamento contra o avanço da extrema direita. As mobilizações também expressaram apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.
As manifestações brasileiras demonstram como os jovens também têm buscado ocupar espaços de discussão política e social, expressando suas opiniões e participando de debates sobre os rumos do país. Mesmo partindo de contextos diferentes, os movimentos na França e no Brasil mostram uma juventude que não se limita a acompanhar as decisões, mas busca participar das discussões que influenciam seu presente e seu futuro.
Os episódios trazem uma clara evidência da força de um coletivo que não aceitou uma posição de passividade. A juventude não pode se acostumar com essa postura. É preciso que cada vez mais jovens se interessem pelas questões que fazem parte do seu cotidiano e compreendam a importância de se posicionar diante delas.
Mas e você? Que tal ser parte dessa juventude? Seja você a próxima geração de jovens que se interessa pelo que acontece ao seu redor e entende que também pode fazer parte das transformações.

